A Universidade de Aveiro (UA) está transformada desde hoje num gigantesco "campus" experimental, no âmbito da 4ª Semana Aberta da Ciência e Tecnologia que, até sexta-feira, fará de cada visitante um potencial cientista.
Conhecer os contributos da química para combater as principais doenças do século XXI, aprender a prever o estado do tempo ou mesmo a provocar chuva são algumas das 109 actividades propostas no âmbito da Semana Aberta.
Os visitantes têm também a oportunidade de conhecer retardantes para combate aos fogos, ver doze mil espécies de plantas, assistir a competições de robôs, perceber o papel do espectador na TV interactiva e inteirar-se das novas potencialidades das comunicações sem fios.
A UA registou 15 mil pedidos de inscrição para participação nestas actividades, de estudantes (140 escolas), professores especialistas e interessados em "vestir a pele" de cientistas e tecnólogos, revelou fonte do Serviço de Relações Públicas do estabelecimento de ensino.
"Trata-se de uma iniciativa com potencial para a dinamização das estratégias de promoção da ciência e da cultura científica junto dos jovens e da população em geral", disse Francisco Vaz, vice-reitor da UA para a área de investigação e assuntos científicos, durante uma conferência de imprensa.
A Semana Aberta termina com a apresentação pública do Cienciapt.NET, o primeiro portal de ciência, tecnologia e inovação em Portugal. O portal será a maior base de dados nacional, disponibilizando um conjunto de diferentes serviços e ferramentas que permitem ao utilizador dispor de uma área de trabalho electrónica de qualidade e inovadora.
Durante este primeiro dia de actividades da Semana Aberta, o Departamento de Química está a promover visitas guiadas aos seus laboratórios de investigação, explicando para que serve o equipamento ali existente.
A Semana Aberta da UA foi lançada em 2000, tendo sido visitada nesse primeiro ano cerca de quatro mil visitantes.
in Público